Pré-diabetes

Pré-diabetes: fundamental identificar e tratar.

Aproximadamente 170 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. A grande maioria é portadora de diabetes tipo 2, que surge na idade adulta, principalmente entre os indivíduos sedentários, obesos e com história de diabetes na família. Além disso, há dados também expressivos e preocupantes que indicam que cerca de 310 milhões de pessoas apresentam pré-diabetes.

Você sabe o que é pré-diabetes?

É uma condição clínica em que o paciente apresenta aumento anormal dos níveis de glicose no sangue, mas esses níveis não são suficientemente altos para que seja caracterizado o diagnóstico de diabetes. O termo "intolerância à glicose", adotado há mais tempo pelos médicos, também é uma forma de se referir ao pré-diabetes. No entanto, atualmente, prefere-se utilizar apenas "pré-diabetes", ou "risco de diabetes".

Por que é importante saber se você tem pré-diabetes?

Acredita-se que a maioria dos pacientes portadores de diabetes tipo 2 passou por uma fase de pré-diabetes antes de ter o diagnóstico estabelecido de diabetes. Estudos científicos mostram que 50% das pessoas com pré-diabetes, se não tratadas, irão desenvolver diabetes tipo 2 e as suas possíveis complicações (alterações na circulação sanguínea, doença coronariana, comprometimento do funcionamento renal, ocular e dos nervos) nos dez anos seguintes de sua vida. Além disso, os portadores de pré-diabetes apresentam 34% mais risco de morrer devido a um evento cardiovascular (infarto do miocárdio ou derrame cerebral) do que pessoas saudáveis.

Quais são os sintomas provocados pelo pré-diabetes?

Os pacientes com pré-diabetes não apresentam sintomas provocados diretamente por essa condição. Tal fato é um dos principais motivos pelos quais o pré-diabetes não é sempre reconhecido precocemente, o que compromete o tratamento adequado.

Quando se deve suspeitar da presença de pré-diabetes?

Como o pré-diabetes tem evolução silenciosa, ou seja, sem sintomas, é necessário que essa condição seja procurada ativamente nos pacientes com maior risco de desenvolvê-la.

Veja a seguir uma lista das condições de risco de pré-diabetes. Quanto mais dessas condições você apresentar, maior o risco e, portanto, a necessidade de você procurar o seu médico e conversar com ele a respeito.

  • Idade acima de 50 anos;
  • Obesidade;
  • História de familiares com diagnóstico de diabetes tipo 2;
  • Mulheres que apresentaram diabetes durante a gravidez ou geraram filhos com mais de 4 kg;
  • Pressão alta;
  • Colesterol alto;
  • Dieta inadequada, com ingestão de grandes quantidades de carboidratos (massas, pães, bolos, doces);
  • Vida sedentária, com pouca prática de atividade física.

Como é feito o diagnóstico de pré-diabetes?

É realizado com base no exame que determina os níveis de glicose no sangue (glicemia), solicitado pelo seu médico. Para tanto, deve ser realizada a glicemia de jejum (mínimo de oito horas) e/ou o teste de sobrecarga oral de glicose (consiste em dosar a glicose duas horas após a ingestão de 75 g dessa substância). Converse com seu médico a respeito.

No caso de dúvida, procure seu médico.

Existe tratamento para o pré-diabetes?

Sim. O tratamento adequado é fundamental para a saúde dos pacientes, pois é capaz de adiar ou impedir o desenvolvimento do diabetes propriamente dito. Assim, podemos dizer que tratar o pré-diabetes é uma forma de prevenir o diabetes tipo 2. Além disso, corrigindo as alterações da glicose encontradas no pré-diabetes, estamos também prevenindo o risco de o paciente apresentar doenças cardiovasculares, como angina, infarto do miocárdio e derrame cerebral.

Eu apresento fatores de risco de pré-diabetes, porém meus exames de glicose foram normais. O que devo fazer?

Se os seus níveis de glicose estão normais, você ainda não tem pré-diabetes. Isso é ótimo! Você pode e deve adotar as mesmas medidas citadas anteriormente para ter uma vida mais saudável e procurar regularmente o seu médico.

Se você apresenta fatores de risco de pré-diabetes procure o seu médico e converse com ele a respeito. Lembre-se de que realizar atividades físicas regularmente e ter uma dieta balanceada é um dos caminhos para uma vida saudável.

Há também a possibilidade do uso de medicamento para tratar o pré-diabetes. Esse uso deve ser considerado quando o indivíduo não consegue mudar de maneira consistente seus hábitos de vida ou quando, mesmo com essas mudanças, os níveis de glicose no sangue não se modificam. Estudos mostram que o tratamento medicamentoso é capaz de reduzir em aproximadamente 25% o risco de a doença evoluir de pré-diabetes para diabetes.

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Mais informações sobre este tópico:

L.BR.SM.2012-06-26.0311


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